A França impôs “toques de recolher” para a população a partir da noite desta segunda-feira (19/10) após a onda de protestos que tomou o país no fim de semana e gerou violência, distúrbios, incêndios e saques.A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, do governo de Emmanuel Macron. “Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher esta noite, toques de recolher parciais”, disse Lecornu, que adicionou que serão “muito localizados” em centros urbanos que tiveram caos nas manifestações.Segundo o Ministério do Interior francês, os protestos no final de semana tiveram 550 mil pessoas nas ruas em diversas cidades, sendo que cerca de 110 mil apenas em Paris.4 imagensFechar modal.1 de 4Protesto realizado no sábado (17/10) em Paris, FrançaGeorgios Kostomitsopoulos/NurPhoto via Getty Images2 de 4"Redução de preços, não de direitos", diz o cartaz em um protesto na FrançaRichard Bord/Getty Images3 de 4Veículos foram incendiados em protesto na França no sábado (17/10)Reprodução/Redes Sociais4 de 4Protesto na França neste sábado (17/10)Muhammed Said Tako/Anadolu via Getty Images Leia também MundoFrança: ministro da Justiça admite falhas após fim de semana de violência Esportes“Decepcionante”, dispara jornal francês após 1ª derrota de Felipe Luís MundoTrump diz que França está “em chamas” por causa da imigração MundoProtestos na França deixam 1 morto, 2.000 presos e 600 policiais feridos Foram mais de 2 mil presos, 600 policiais feridos e uma pessoa morta, nas manifestações que começaram com o movimento estudantil e se somaram à insatisfação da população geral com o custo de vida e governo francês.O ministro da Justiça Gérald Darmanin reconheceu que as autoridades francesas falharam na resposta aos protestos no fim de semana. O ministro do Interior Laurent Nuñez também admitiu que não soube prever a dimensão dos distúrbios, e colocou seu cargo à disposição, mas Macron decidiu mantê-lo.












