Política / Eleições 2026

Decisão foi dada após uma nova reunião com integrantes da campanha de PT e PL
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O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE — Foto: Reprodução/TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, derrrubou sua própria decisão que estabelecia um prazo de 48 horas para o retorno do canal "Exército do Lula" no WhatsApp. Administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), o espaço foi suspenso no momento em que reunia 4 milhões de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agora, caberá à Meta, dona do WhatsApp, restabelecer o canal. Na decisão, Nunes Marques destacou que a própria campanha de Flávio Bolsonaro, responsável pelo pedido que levou à suspensão do canal, concordou com seu restabelecimento imediato, desde que fossem mantidas as demais condições anteriormente estabelecidas.
O ministro também levou em consideração a mudança de uma regra do TSE, promovida nesta quarta-feira, que afastou a necessidade de aguardar 48 horas para a utilização de endereços eletrônicos registrados na Justiça Eleitoral entre o primeiro e o segundo turno. A alteração foi feita por decisão da Presidência, sujeita à confirmação pelo plenário da Corte.
Segundo Nunes Marques, a mudança foi necessária diante das particularidades do segundo turno, que tem um período de campanha mais curto, e das informações apresentadas pelas áreas técnicas do tribunal sobre o registro de outros canais de comunicação.
"O período destinado à campanha no segundo turno é consideravelmente mais curto que aquele disponível no primeiro, o que recomenda a adoção de regras compatíveis com essa particularidade do calendário eleitoral e com a capacidade operacional das áreas técnicas responsáveis por seu cumprimento", escreveu o ministro.
A decisão foi dada após uma nova reunião com integrantes da campanha de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL). Na ocasião, os dois lados da disputa presidencial chegaram a uma série de entendimentos para reduzir a judicialização da disputa eleitoral e apresentaram demandas conjuntas às plataformas digitais.
Entre as medidas acertadas estão a criação de um prazo de três horas para que uma campanha corrija irregularidades apontadas pela adversária antes de uma eventual ação judicial e a elaboração de uma lista de processos do primeiro turno que poderão ser suspensos.
Apesar dos avanços, as duas candidaturas ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre as regras para o funcionamento de canais de apoiadores nas redes sociais, em meio à crise provocada pela suspensão do “Exército do Lula”.
O principal impasse envolve a definição de critérios para determinar quando um canal administrado por terceiros passa a ser considerado vinculado oficialmente a uma campanha e, por isso, precisa ser comunicado à Justiça Eleitoral.
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