Marcelino Sérgio Bicego, O.F.M.Cap. (Cusano Milanino, 18 de junho de 1920 - Belém, 22 de janeiro de 1980) foi um clérigo católico romano italiano, que serviu como missionário no Brasil, segundo prelado e primeiro bispo da Diocese de Carolina.
Biografia Sérgio Bicego era filho de Sante Bícego e Luigia Crivelaro. Tornou-se frade capuchinho em Milão, em 13 de julho de 1938. Estudou Teologia e Filosofia no Instituto Teológico de Milão e Medicina em Cicenza e nas casas de formação religiosa da província de Milão, apesar de não ter concluído Recebeu o sacramento da ordenação sacerdotal em 26 de julho de 1945, pelo arcebispo de Milão, Cardeal Schuster. Foi enviado para o Brasil em 1946. Serviu como professor de Teologia e Sagrada Escritura em Messejana, Ceará (1946-1950) e depois em Parnaíba, Piauí (1951-1956). Depois, foi nomeado vigário em Carolina, onde passou poucos meses, sendo enviado para o magistério em Barra do Corda, onde chegou em 18 de maio de 1957. Serviu como diretor do recém-instalado Ginásio Nossa Senhora de Fátima (Diocesano), além de vigário da paróquia de Santa Cruz. Em Barra do Corda, Frei Marcelino fundou um abrigo para idosos, atual Centro Emaús, além da Escola Normal, de preparação para o magistério. Ele alternava diariamente as funções no Ginásio; os atendimentos médicos na paróquia de Santa Cruz, onde distribuía remédios, enviados pela família; e a preparação da igreja para as celebrações. Em 1964, foi eleito conselheiro da Ordem dos Capuchinhos. Em maio de 1970, foi nomeado administrador apostólico da Prelazia de Carolina, vacante após a morte de Dom Cesário Alexandre Minali, O.F.M.Cap. Ele deixou Barra do Corda em 9 de agosto de 1970. Em 6 de agosto de 1971, o Papa Paulo VI o nomeou Bispo Titular de Lydda e Prelado de Carolina. O Arcebispo de São Luís do Maranhão, Dom João José da Mota e Albuquerque, ordenou-o bispo em 24 de outubro do mesmo ano, na Igreja de Fátima, em Imperatriz; os principais co-consagradores foram o prelado de Santo Antônio de Balsas, Dom Rino Carlesi MCCJ, e o prelado de Tocantinópolis, Dom Cornélio Chizzini FDP. Adotou como lema episcopal “Amar e servir”. Em 26 de maio de 1978, renunciou à diocese titular de Lydda. Com a elevação da prelazia à diocese, em 16 de outubro de 1979, Dom Marcelino se tornou o primeiro bispo diocesano de Carolina. Em janeiro, Dom Marcelino foi acometido de um súbito e grave mal-estar e levado às pressas para o Hospital Guadalupe, em Belém. Apesar de toda assistência médica e dos frades capuchinhos, faleceu em 22 de janeiro de 1980. Foi sepultado no altar-mor da Catedral de São Pedro de Alcântara de Carolina. Dom Frei Marcelino é o patrono da cadeira de no 20 da Academia Barra-Cordense de Letras e da cadeira de no 8 da Academia Imperatrizense de Letras.==Referências==