Conhecido por produzir vídeos sobre as diferenças culturais entre Brasil e França, o humorista francês Paul Cabannes declarou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nessa quarta-feira (7/10). O comediante vive no Brasil desde 2015 e afirmou que sua posição política aqui é diferente da que adotava no país de origem.Em publicação nas redes sociais, Cabannes contou que se identificava com a centro-direita moderada em seu país de origem. Segundo ele, porém, a realidade social brasileira o fez avaliar a política nacional de outra forma.Francês critica desigualdade socialO humorista citou a desigualdade econômica e as diferenças nas condições de vida entre os dois países como fatores que pesaram na decisão.“Na França sempre fui centrista / direita moderada. Aquela direita que transa de meias. É muito imposto e já tá bom de conquistas sociais. Mas no Brasil não consigo”, escreveu.Confira:Cabannes também elogiou os brasileiros pela forma como foi recebido no paísCabannes também elogiou os brasileiros pela forma como foi recebido no país e destacou características que, segundo ele, admira na população. Na sequência, criticou a desigualdade social e setores neopentecostais.“Vocês são um povo que me recebeu maravilhosamente bem, são resilientes, batalhadores, alto astral, quase nunca pessimistas, muitos de vocês estão dispostos a trabalhar duro, admiro vocês infinitamente, mas temos que reconhecer também que a sociedade é desigual para um caralho e que esses neopentecostais são doidos”, afirmou.Ao final da publicação, o humorista declarou apoio a Lula na disputa presidencial. Leia também São PauloMackenzie proíbe atos políticos após alunos convocarem assembleia pró-Lula BrasilLula recebe Motta um dia após Republicanos declarar apoio a Flávio Minas GeraisAna Elisa tenta convencer direita não bolsonarista a votar em Lula Igor GadelhaEm 2018, Lula também propôs “nova Constituição” em plano de governo Lula e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.Os dois candidatos concentram a disputa pelo Palácio do Planalto após o primeiro turno, em uma campanha marcada pela tentativa de ampliar o eleitorado e conquistar votos de candidatos que ficaram fora da segunda rodada.











