Neila Guimarães

Integrantes do núcleo presidencial atribuem a virada a Alckmin, Janja e Janones e acusam grupos políticos de tentar capitalizar o resultado

Neila Guimarães
26/10/2026 16:49
Reprodução/ Redes sociais
Integrantes do Centrão têm se apresentado como participantes importantes da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições. A movimentação, porém, é contestada por interlocutores do núcleo presidencial, que atribuem o resultado ao trabalho do próprio Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin, da primeira-dama Janja e do deputado federal André Janones.
Na avaliação de pessoas próximas ao presidente, há uma tentativa de integrantes de grupos políticos que mantiveram posições ambíguas durante a campanha de reivindicar uma contribuição maior do que efetivamente tiveram para o resultado das urnas.
Esses interlocutores também apontam a atuação de estudantes e eleitores idosos, além da mobilização espontânea de cidadãos nas ruas e nas redes sociais, como fatores importantes para a virada eleitoral.
O movimento é descrito por integrantes desse grupo como uma disputa interna pelos créditos da vitória, com críticas ao que consideram uma tentativa de setores do próprio PT e de aliados políticos de se apropriar do resultado.
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Entre os alvos das críticas estão grupos do Centrão que, segundo essa avaliação, procuraram preservar espaço político em diferentes cenários eleitorais. A fonte também cita Michel Temer e Gilberto Kassab ao argumentar que lideranças políticas tradicionalmente pragmáticas costumam se afastar de governos quando avaliam que eles perderam força. O PSD, legenda de Gilberto Kassab foi a única do grupo a manter neutralidade no segundo turno, apesar da avalanche de apoios a Flávio após o candidato do PL sair na frente do petista no primeiro turno.
A disputa pelos créditos da vitória também ocorre em meio à movimentação por espaço no próximo governo. Aliados já se articulam para ocupar ministérios, enquanto informações sobre possíveis indicações e nomes cotados para a Esplanada começam a circular nos bastidores. Na avaliação de interlocutores do núcleo presidencial, parte dessa movimentação também busca valorizar o peso político de determinados grupos e ampliar sua influência na futura composição ministerial.
Alckmin na Fazenda
Nesse cenário, interlocutores também apostam que Geraldo Alckmin poderá assumir o Ministério da Fazenda. A avaliação é apresentada como uma possibilidade dentro das discussões sobre a composição do governo.
A eventual escolha de Alckmin representaria, na leitura desses interlocutores, uma sinalização de maior atenção à política fiscal e à condução econômica do governo.


