Nnesse dia, o Brasil vivia um dos momentos mais críticos da pandemia de Covid-19, registrando 1.163 novas mortes em 24 horas, segundo o balanço final do consórcio de veículos de imprensa. Elevava-se, assim, para 77.932 o total acumulado de vítimas fatais desde a primeira — a de uma mulher de 57 anos de idade, ocorrida em 12 de março. O número de pessoas infectadas já havia ultrapassado a marca histórica de 2 milhões.Com a escalada da doença, o país consolidava-se como o segundo do mundo em número de infectados e de óbitos, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Na mesma data, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou que os números indicavam uma “estabilização” no país, embora em patamares alarmantemente altos.Paralelamente à crise sanitária, os impactos socioeconômicos se agravavam. Dados divulgados pelo IBGE apontavam o fechamento de mais de 700 mil empresas em decorrência das medidas de restrição e do isolamento social. Além disso, uma nota da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia alertava que a baixa mobilidade dos trabalhadores e a lentidão nos processos de falência empresarial poderiam prolongar a recessão econômica no país.No campo político e médico, o Ministério da Saúde pediu à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que divulgasse a cloroquina como tratamento da Covid-19 logo nos primeiros dias de sintomas. O ofício, enviado em junho, foi classificado como “pouco profissional” por um dos coordenadores da fundação. Na época, a OMS e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) já não recomendavam o uso da droga contra o coronavírus.Justo nesse dia, o senador Flávio Bolsonaro participou de um alegre passeio de lancha no Lago Paranoá, em Brasília, a convite de Danilo Trento e Francisco Maximiano, executivos da Precisa Medicamentos, empresa que intermediava a venda da vacina indiana Covaxin junto ao Ministério da Saúde.A bordo, estavam belas garotas de programa trazidas de São Paulo pelos dois empresários. Comeu-se e bebeu-se de tudo. E, ao fim do passeio, de acordo com a revista Piauí, Flávio recebeu de Trento um relógio Rolex de presente. Foi embora satisfeito. Afinal, passara um dia relaxante, sem maiores preocupações e sem o uso obrigatório de máscara — acessório que seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, preferia dispensar.Acesse todas as colunas do Blog do Noblat no Metrópoles

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Blog do Noblat - 22 anos · Imagem: Source: www.metropoles.com
17 de julho de 2020: uma data para jamais ser esquecida
17 de julho de 2020: uma data para jamais ser esquecida · Imagem: Source: www.metropoles.com
mortes pandemia enterro noturno covid 19 cemitério sao paulo 2
mortes pandemia enterro noturno covid 19 cemitério sao paulo 2 · Imagem: Fábio Vieira/Metrópoles
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